Já faz algum tempo que venho insistindo
nessa questão das religiões, tenho fincado pé na questão da religiosidade,
tenho manifestado com muita convicção a minha opinião no sentido de ser contra
aqueles que se dizem representantes de DEUS, ou até mesmo o próprio, como se vê
por ai. Hoje, por ironia do destino, estamos prestes a passar por momentos de
grandes tensões por conta da religião, pois a renúncia do papa Bento XVI irá mexer por demais com toda
a estrutura do sistema, uma grande confusão nascerá a partir dai.
Por isso sempre defendi a religiosidade, pois
ela é um estado de ser, e não uma instituição com propósitos políticos e
econômicos, no estado de religiosidade o homem é mais livre, e consequentemente
mais consciente, pois depende de si mesmo e da sua própria consciência, não
segue um padrão escolhido por outras pessoas, mas sim o seu DEUS interno, sua
natureza viva, é o reflexo de seu próprio sentimento. O homem que entra no
estado de religiosidade é um homem que se torna romântico, se move pelo
coração, é um homem que conhece o verdadeiro amor, não é apenas mais um número
dentro de uma instituição, não, ele é livre, desprendido e consciente, ele é um
homem que conhece DEUS de perto, um homem que fala com DEUS em tempo real.
Talvez agora com essa renúncia do papa
Bento XVI, meus argumentos se tornem
mais compreensíveis, mais sólidos. Mas não estou comemorando nada, muito pelo
contrario, estou até com receio de que essa atitude da renúncia do papa possa
ter sido a maior de todas as gafes do vaticano, mas temos que esperar para ver,
qualquer julgamento não passaria de uma mera precipitação, muito embora, eu
particularmente, nunca tenha tido confiança no olhar de Bento XVI, nunca
consegui associar seu olhar a nenhum tipo de pureza divina, mas esse é apenas
meu ponto de vista, nada mais que isso...
Esteja em estado de religiosidade e dependerás
apenas de si mesmo para ter paz interior...

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